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terça-feira, 5 de novembro de 2013

FUGAZ/ EFEMERA


poema desce a escada
pé ante pé em silêncio
chega mansinho e se agrada
faz um barulho imenso

bate os pés na madeira
as sombras ouvem o ruído
o samba levanta a poeira
leva às ruas o alarido

mas pára e foge correndo
se o poeta desconcentra
e perde o fio da meada

fica às vezes se escondendo
entra, sai, de novo entra:

- a magia foi quebrada

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silente kaj pied-pinte
malsupreniras poem’
el ŝtuparo alveninte
kun bruego en alven’

surligne piedo batas
ombroj brue audatas
agiton la sambo staras
bruon portas al stratoj

sed haltas kaj kure fuĝas
se l’ poeto malkoncentre
tute perdas la fadenon

ĝi foje forire sin kaŝas
eniras, eliras, reeniras
- jam fiaskis la magio