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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

POEMA URGENTE/ URĜA POEM'

Resultado de imagem para imagem céu dos passarinhos



POEMA URGENTE

os poemas que não faço

quem os faz? em que aldeia? em que país?


que cantiga brotou feia e foi pousar feliz


no braço do teu violão, meu povão


sempre aprendiz?


segue o verso que compasso?



os poemas que em mim calo


ganham voz com que tambor?


e os que descem pelo ralo?


onde as cordas vocais


pra vibrar a melodia


que meu dia recusou?



lá no céu dos passarinhos


dizem que tem um cantinho


onde a lua lava o brilho


depois sopra brilho novo


inspira estribilho e rima:


o samba urgente do povo


não vai ter dor que suprima!


****



URĜA POEM'


la poem' kiun mi ne faras


en kiu urbet'? kiulande? kiu ĝin faras?


kiu miskanzon' gaje staras


brakume en via guitar',


popolo ĉiam lernanta?


la versoj nun kiel taktas?



la poem', kiun mi sufokas


per kiu tambur' gajnas voĉon?


kiuj voĉ-kordoj vibrigos


la perditajn melodiojn


de mia tag' rifuzitajn?



eble en la ĉiel' birdeta

eble en iu ajn ejo eta

Luno lavas la brilon

poste blovas novan brilon

kaj refrenon rime inspiras:

la urĝan sambon de l' popol'

neniu dolor' ĝin forigas!